As Competências Profissionais e as Exigências do Mercado de Trabalho


As Competências Profissionais e as Exigências do Mercado de Trabalho

Por Eric Cohen*

Antigamente, as profissões e as formações profissionais se pautavam na formação técnica e no treinamento baseado no conhecimento teórico. Em outras palavras, o estudante escolhia um curso superior na sua área de interesse, que poderia ser Direito, Medicina, Engenharia entre outras áreas. Por outro lado, o mercado de trabalho se caracterizava por uma relação de longo prazo. Os profissionais recém formados escolhiam uma empresa, que podia ser nacional ou multinacional, e faziam carreira, não sendo incomum encontrar profissionais que só trabalharam em uma única empresa. É claro que, naquela época, a sociedade como um todo, a economia e a concorrência das empresas eram muito menos intensas. Haviam poucos produtos concorrentes, a globalização e a competição entre empresas de outras partes do planeta ainda eram incipientes, havia uma proteção dos mercados através de barreiras de comércio, e o consumidor estava sujeito a ofertas de produtos que eram pouco competitivas e que nem sempre atendiam às necessidades dos clientes.

Claro está que este estado de coisas não existe nos dias de hoje. A desregulamentação dos mercados, por exemplo, forçou as empresas a buscarem uma competitividade dos seus produtos, melhorando a qualidade e diminuindo os custos, com concorrentes surgindo de regiões e de indústrias nunca antes vislumbrados. De outro lado, surge o consumidor atual, cada vez mais exigente e que demanda evoluções constantes na oferta de produtos e serviços das empresas.

Além disso, a necessidade de gerar resultados e a oferta de capital faz com que as empresas passem por grandes pressões no que tange à busca de retorno do investimento. Uma das conseqüências deste estado de coisas foi o fenômeno da reengenharia, o outsourcing, e as alianças estratégicas até mesmo envolvendo companhias que antes podiam estar competindo entre si.

Naturalmente, este novo contexto empresarial e de negócios também produziu efeitos quanto à mão de obra e qualificação dos profissionais. O que antes era considerado suficiente – como por exemplo a formação e capacitação técnica – hoje não atende às necessidades e imposições de um cenário de intensa competição. Assim, as empresas hoje buscam atrair e reter profissionais que tenham capacidade de entender estas exigências do mercado, que saibam trabalham com pressão de resultados, prazos e objetivos, e que tenham as chamadas habilidades interpessoais. Isto porque nas empresas atuais o trabalho de um colaborador cada vez mais depende dos inputs e do trabalho de outras pessoas, seja do mesmo departamento, de outros departamentos, fornecedores, parceiros, e do público externo.

Assim, uma das lacunas e exigências das empresas é a habilidade de trabalho em equipe e a capacidade de liderança para inspirar e motivar outras pessoas. Os MBAs em geral, e o MBA em Gestão de Negócios em particular, proporcionam aos alunos e às empresas um ambiente de troca de experiência, visando construir um conjunto de skills gerenciais, que complementam e proporcionam a formação profissional.

*Eric Cohen é Professor de Marketing e Coordenador dos Programas Executivos do Ibmec/RJ


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